Solaris | Clássicos da Ficção Científica #12

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Solaris, do polonês Stanislav Lem, é um dos romances mais importantes da história da ficção científica e um dos principais expoentes da FC fora dos Estados Unidos e Reino Unido. Publicado em 1961, ele foi adaptado para o cinema em duas ocasiões: em 1972 pelo cineasta russo Andrei Tarkovsky e em 2002 pelo norte-americano Steven Soderbergh, com George Clooney no papel principal.

Em Solaris, um problemático psicólogo chamado Kris Kelvin é enviado para uma estação espacial orbitando um planeta chamado Solaris, para iluminar a verdade por trás de estranhos e inexplicáveis acontecimentos que vem ocorrendo à tripulação nos últimos meses. Lá, ele é confrontado pela manifestação física de sua falecida amada, que cometeu suicídio há 10 anos e descobre que todos os tripulantes estão experimentado contatos com manifestações corpóreas de suas lembranças mais reprimidas.

Solaris, o planeta que dá nome ao livro, é composto unicamente por um oceano. Logo, percebe-se que o planeta na verdade é uma criatura viva e pensante, porém tão diferente e tão alienígena que todas as tentativas de comunicação com ela são um fracasso.

Solaris é um romance denso, complexo, cerebral e disforme. Stanislav Lem pula de sua narrativa principal que acompanha o drama do protagonista Kris Kelvin para discorrer sobre os aspectos científicos do planeta. Não obstante, é um romance muito profundo que fala, principalmente, sobre nossa dificuldade de abrir mão, e nosso medo de sermos confrontados por nossos maiores arrependimentos

O livro está esgotado nas livrarias, mas é possível encontrá-lo em sebos. A Editora Aleph tem planos de publicar uma nova edição em 2016.

Stanislav Lem: Solaris. Editora Relume Dumará. Tradução de José Sanz. Editora Relume Dumará. 2003, 269 páginas.

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