Planeta dos Macacos | Clássicos da Ficção Científica #15

Planeta dos Macacos, de Pierre Boulle, foi publicado em 1963 e é uma distopia em que os macacos evoluíram mais do que os seres humanos e dominam a sociedade de outro planeta. Foram feitos nada menos do que oito filmes baseados na história original, de forma que provavelmente você já conhece alguma coisa referente aos macacos inteligentes que superaram os seres humanos na sociedade. Na décima quinta edição dos Clássicos da Ficção Científica, vamos entender por que essa obra é tão importante e por que continua tão atual.

Pierre-François-Marie-Louis Boulle é francês, como dá para notar pelo nome dele e nasceu em 12 de fevereiro de 1921. Ele teve uma vida bem variada: formado em engenharia, na metade dos anos 1930 foi plantador de borracha na Malásia para uma companhia britânica. E, durante a segunda guerra mundial, foi agente secreto.

Começou a escrever depois de voltar da guerra e seu primeiro livro de sucesso foi A Ponte do Rio Kwai, em 1952, que foi transformada em um filme por David Lean, de Lawrence da Arábia. O primeiro filme de Planeta dos Macacos é de 1968 e foi dirigido por Franklin Shaffner, mas só ganhou um Oscar especial de maquiagem. Que, diga-se de passagem, é digna de nota.

No livro, que é bem diferente do filme, a história é contada por meio de um manuscrito de um jornalista chamado Ulysse, encontrado dentro de uma garrafa no espaço por um casal de viajantes. Nele, o jovem descreve uma viagem que fez com um grande pesquisador até o planeta Soror, fora do sistema solar.

Lá, eles encontram uma sociedade dominada por macacos, na qual os humanos são seres bestiais, sem compreensão do que os cerca e totalmente primitivos. São os macacos que vestem ternos e gravatas, dirigem carros, vão à escola, trabalham em bancos ou passeiam no parque.

A edição da Aleph tem tradução de André Telles e apêndices com uma entrevista com o autor e um perfil publicado pela BBC. Além disso, se contar apenas o texto do livro, são pouco mais de 150 páginas de leitura, ou seja, é um livro relativamente curto.

Como já disse, o livro e os filmes são bastante diferentes. A maior diferença reside no fato de que a primeira adaptação, de 1968, foi uma crítica à guerra fria, com a questão nuclear e a destruição em massa, e a adaptação de 2011 é uma crítica aos experimentos genéticos, enquanto o livro é uma sátira social. Cada adaptação buscou explorar os medos de suas respectivas épocas, usando como plano de fundo um mundo em que os seres humanos não são os primatas dominantes. É por isso que o livro continua atual e continua sendo adaptado para o cinema.

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O Planeta dos Macacos (Le planète des singes), Pierre Boulle. São Paulo: Editora Aleph, 2015, 216 páginas. Tradução de André Telles. ISBN: 978-85-7657-213-8

Gabriela Colicigno

Jornalista, ruiva, nerd, geek e louca por chocolate. Passa a maior parte do tempo do dia no computador, vendo seriados no Netflix, lendo um livro, ouvindo música ou brincando com os gatos.

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