Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban | #VamosrelerHP

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harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban_capaHarry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o terceiro livro da série do menino bruxo escrita por J.K. Rowling. E, pelo menos pra mim, é o melhor de todos. Curiosamente, foi o primeiro que ganhei, pouco antes do meu aniversário de oito anos. É também um livro ligeiramente mais sombrio do que os antereriores, e o único que não tem Voldemort como vilão principal da história.

Nesse livro, Harry volta para o seu terceiro ano em Hogwarts, mas antes que o ano letivo comece,  precisa aguentar uma semana com sua tia Guida (Marge em inglês), e, em troca, seu tio assina o formulário para visitar Hogsmead, um povoado bruxo perto da escola. Ele não consegue aguentar as piadas da tia, transforma ela em um balão e foge de casa, mas é encontrado pelo Noitibus Andante e chega até Londres em segurança.

Por ser Harry Potter, ele não é expulso da escola, mas é instruído a tomar mais cuidado pelo próprio Ministro da Magia. O fato é que Sirius Black, um famoso assassino que escapou de Azkaban, a prisão dos bruxos, está atrás de Harry e pretende matá-lo.

Por conta da fuga de Black, os dementadores, guardas de Azkaban, guardam os portões da escola durante o ano letivo, o que é um grande problema para Harry. Ao chegar perto deles, ele revive os últimos momentos de seus pais e desmaia.

Os dementadores são realmente criaturas perturbadoras. É interessante lembrar que a Rowling escreveu esse livro em uma crise de depressão, e foi assim que ela criou os dementadores: seres que sugam todas as suas lembranças boas, toda a felicidade e toda a alegria do mundo. É legal também que o que faz as pessoas melhorarem depois de um encontro com eles é chocolate.

Em Hogwarts, Harry tem um novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas: Remus Lupin, um professor de ar cansado, roupas surradas mas que realmente gosta de ensinar. Ele também parece sentir certa afeição por Harry e seus amigos, além de burlar algumas regras para ajudá-los.

Eles também cursam uma nova matéria, Adivinhação, com a professora Trelawney, que prevê a morte prematura de Harry. E ela faz isso repetidamente, em todas as aulas e novos tipos de adivinhação que eles estudam. Durante o ano, ele também parece ser perseguido por um estranho agouro de morte, o Sinistro, um enorme cão preto.

O fato é que, diferente dos outros livros, o plot do Prisioneiro de Azkaban se foca no desenvolvimento dos personagens e na fuga de Black. Não há um enigma a ser desvendado e um local ou objeto a ser encontrado, como foi o caso em A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta.

Além disso, toda a tensão entre Rony e Hermione, com as inúmeras brigas, a vontade imensa dela de se provar “a altura” dos bruxos, por ter nascido trouxa, cursando absolutamente todas as aulas da escola também são pontos interessantes. Os animais de estimação também ganham destaque na trama do Prisioneiro de Azkaban, e vemos Rabicho e Bichento como pivô de uma das maiores brigas entre o trio.

Sem contar, claro, Bicuço, o hipogrifo de Hagrid e toda a questão política que envolve esses personagens. É uma maneira de J.K. Rowling mostrar, mais uma vez, como a jutiça no mundo dos bruxos é falha e corrupta, algo que ela explora com mais profundidade nos livros seguintes.

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Remus e Sirius são definitivamente motivos que me fazem amar esse livro. Toda a questão da amizade deles com o pai do Harry, o Mapa do Maroto, além de, claro, serem personagens muito profundos, fizeram com que eu buscasse muitas fanfics da época dos “Marotos” nos idos de 2006-2008. Além de, claro, ter escrito algumas. Mas vamos manter isso naquela época mesmo.

A viagem no tempo também é outro elemento atraente nesse livro e que o difere dos outros. Hermione ganha mais protagonismo, o que é bom, uma vez que ela passa boa parte do livro anterior petrificada, e é graças a ela que Harry consegue resolver as coisas. Porque, convenhamos, ele pode ter treze anos, mas ainda não ficou muito mais esperto do que antes.

O Prisioneiro de Azkaban tem uma pegada diferente dos outros livros, com um final cheio de plot twists e sub-tramas muito interessantes. Depois de 15 anos, a releitura foi tão prazerosa quanto da primeira vez, senão mais, já que agora as questões políticas, como o julgamento do Bicuço e o preconceito da Hermione, ficaram mais claras. Harry Potter é Harry Potter e vale a pena revisitá-lo sempre que possível.

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