Review Portal

Em 2010, a empresa de jogos Valve lançou o jogo Portal. Ele possui uma lógica simples: portais, que permitem ir de um lugar ao outro. Não portais como portas, mas buracos no espaço por onde algo entra por um e sai pelo outro, e vice-versa. Ele possui apenas uma continuação, Portal 2: aparentemente, a Valve se recusa a fazer Portal 3 (assim como Half-Life 3, mas isso é outra história).

Portal é um jogo de desafios lógicos onde sua personagem, Shell, é testada por um robô narcisista chamado GLaDOS (Genetic Lifeform and Disk Operating System). Os desafios se concentram mais em testar a habilidade lógica e menos em habilidades motora (não que ela seja pouco usado pois é um jogo de FPS) dos jogadores. Mesmo assim, se você não for rápido no mouse, fica difícil vencer os desafios.

O jogo começa com Shell acordando numa sala de vidro e uma contagem regressiva de um minuto na parede. Seu primeiro portal aparecerá e, ao atravessá-lo pela primeira vez, você pode sentir estranheza, pois sairá do outro lado da sala. Mas você se acostuma. Ao decorrer dos desafios, vários outros elementos são apresentados a sua personagem, como os Sentry Turrets, os Weighted Storage Cube (um cubo azul e branco usado para apertar botões no chão e se defender dos turrets) e o nosso querido Companion Cube. O rosinha com um coração e que mais faz sucesso.

No começo do jogo seu objetivo é simples: dê um jeito de completar os desafios. Eles envolvem desde um raciocínio rápido até uma boa velocidade no mouse. Os primeiros são mais fáceis, enquanto os últimos são quase impossíveis de conseguir na primeira tentativa. Após a última Câmara de Teste, GLaDOS promete que você ganhará bolo se você completar esse desafio. Ao final do teste, é claro que ela mentiu e está indo incinerar você, como fez antes com outras cobaias. Mas você foge, de preferência.

Agora você, Shell, está foragida nos interiores de uma gigantesca instalação subterrânea com um robô super inteligente e ego-centrado querendo te matar, tendo nada mais do que uma arma de portais. Fácil, você diria. Mas nem tanto. Andar por andar, porta por porta, passando por algumas das primeiras câmaras de teste de novo, você finalmente chega a um lugar onde só há um caminho à frente, um grande tubo de vidro onde não se vê o fim de um abismo do lado de fora. Finalmente você chegou ao centro do Aperture e tem que confrontar GLaDOS, agora melhor eu parar de falar sobre a história para evitar mais spoilers.

A GLaDOS chefia um lugar chamado Aperture Science Lab, onde desenvolveram a Portal Gun (arma de portais) entre outras coisas. Aperture, fundada por Cave Johnson, teve idéias futuristas, portais inter-dimensionais, teleporte e uma Inteligência Artificial sem falhas e muitas outras coisas legais. Seu maior concorrente era a Black Mesa até seu incidente com os Xen (isso acontece na história de Half-Life e Half-Life 2 e, de novo, é outra história, quem sabe para outro post).

Os portais funcionam com a física normal do mundo: por exemplo, se você pulasse de um lugar alto num portal, você sairia com a mesma velocidade que entrou. Ou se alguém atirasse um míssil num portal ele sairia com a mesma direção com que entrou (esses fenômenos são também conhecidos como Momentum).

O jogo em si tem uma história simples e um tempo de jogo curto (o recorde sendo de menos de 10 minutos usando vários glichs do jogo), mas seus desafios são complicados e levam tempo nas primeiras vezes que se joga. Portal e Portal 2 estão disponíveis para compra online através da Steam ou em CD para PS3 e Xbox 360.

Pedro Colicigno

Pedro é um adolescente de 17 anos que não gosta de festas cheias de gente, preferindo uma reunião com refri e videogames. Seus conhecimentos envolvem uma grande quantidade de física, matemática e curiosidades inúteis. Acredita no Grande Resfriadon Verde e teme que o Dia do Grande Lenço Branco chegue ainda em seu tempo de vida.

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