Um pouco mais das estrelas

Todo mundo tem falado de A Culpa é das Estrelas ultimamente: como o filme estreou no cinema, parece que TODO MUNDO já leu o livro e um monte de blogs já fizeram resenha, e foi por isso mesmo que eu não quis resenhar ACEDE, que era a minha ideia inicial. Então vou resenhar A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar (This Star Won’t Go Out), já que ele tem muito a ver com A Culpa é das Estrelas e com o John Green.

Falando da história do livro bem resumidamente, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar é mais ou menos uma biografia de Esther Earl, uma adolescente que aos doze anos foi diagnosticada com câncer de tireoide que se espalhou para seus pulmões. Pra quem não sabe, foi Esther que inspirou John Green a escrever o best-seller A Culpa é das Estrelas.

Em 2009, Esther conheceu John na LeakyCon, uma convenção para fãs de Harry Potter e um ano depois, acabou morrendo por causa da doença. Quando isso aconteceu, John Green começou a escrever A Culpa é das Estrelas, que, basicamente, conta sobre Hazel Grace, uma adolescente de 16 anos com a mesma doença de Esther que se apaixona por Augustus Waters, que sofria de câncer nos ossos e estava SEC (sem evidências de câncer) há mais de um ano quando conheceu Hazel. O livro fez tanto sucesso que na pré-venda, seis meses antes de seu lançamento, já era o livro mais comprado na Amazon.

John Green faz questão de dizer que A Culpa é das Estrelas não é a história de Esther, é a história que foi feita para ela sobre uma personagem inspirada nela.TSWGO_photostrip2

O livro A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar contém partes do diário de Esther, cartas que ela escrevia para seus parentes, posts do blog onde sua família escrevia para informar seu estado de saúde, desenhos, fotos, depoimentos de seus amigos e sua família e textos fictícios que ela nunca pôde terminar. Falando desse jeito, parece que o livro é muito depressivo, mas NÃO! Por incrível que pareça, eu ri mais do que eu chorei com esse livro! A Esther era uma pessoa muito fofa, divertida, engraçada e até um pouco sarcástica (além de amar Doctor Who!). Ela também fez alguns videos em seu canal do YouTube, se alguém quiser dar uma olhada.

Não seria surpresa nenhuma se eu dissesse que chorei muito no final do livro. A Esther era uma nerdfighter (nerdfighters são os fãs do vlog de John e Hank Green, o vlogbrothers) e hoje é um ídolo na nerdfighteria. Ela inspirou os vlogbrothers e seus fãs a continuarem ajudando ONGs e participando de vários projetos de caridade, sendo que o mais famoso é o Project for Awesome, criado por Hank e John em 2007. Após a morte de Esther, seus pais fundaram uma organização chamada This Star Won’t Go Out, que ajuda famílias com crianças com câncer, para que os pais possam parar de trabalhar e passar mais tempo com seus filhos.

Um pouco antes de o livro ser lançado, a Editora Intrínseca liberou a introdução do livro, que foi escrita pelo próprio John Green (preparem os lencinhos quando lerem). Caso você esteja interessado em ler, é só clicar bem aqui.

O livro por dentro é inteiro colorido. Além das fotos e desenhos, as páginas são coloridas assim como no original, em inglês. Além de ser maravilhoso, deixa a leitura mais “aconchegante” (eu sei que isso soa meio louco, mas é verdade).

Enfim, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar é um livro maravilhoso e eu acho que vale cada centavo, tanto pela edição mais linda que eu já vi na vida, quanto pela história. Esse livro faz com que todos queiram ter conhecido a Esther e dá uma tristeza enorme quando acaba.

Esther Grace Earl, A Estrela que Nunca Vai Se Apagar (This Star Won’t Go Out), Editora Intrínseca. Tradução: Regiane Winarski, Edmundo Barreiros e Maria de Lourdes Sette. 448 páginas, R$ 20.

Natalia Ivonica

15 anos, futura escritora, cineasta e viajante pelo tempo e espaço. Nerdzinha de 1,70m que passa o tempo livre lendo ou vendo séries, filmes e videos no YouTube.

3 comentários em “Um pouco mais das estrelas

  • 28/06/2014 em 07:08
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    Gostei de ver vocês informando o nome dos tradutores do livros resenhados. Continuem fazendo isso, tenho certeza de que a Débora e a Regiane vão amar.

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    • 13/10/2016 em 21:38
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      what matter most to me in life is that women use saline breast implants and not silicone… much softer, life like… now to say shantam and anand need to consider saline brain implants… much softer, lifelike, unlike the mass of uncontrolled growth in their heads now.

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  • 28/06/2014 em 09:50
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    E gostei dos 13 anos e meio, dona Natalinha.

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