X-Men Dias de um Futuro Esquecido

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Algo parece estar mudando nos filmes da franquia Marvel, e para melhor. Ao contrário do que se poderia esperar, 2014 contou com duas produçães vindas dos quadrinhos que agradaram tanto aos fãs, quanto ao público mais exigente. O primeiro, Capitão América: O Soldado Invernal uniu um dos personagens mais patrióticos da cultura pop contemporânea com os medos mais frequentes de terrorismo interno e as capacidades do Estado de providenciarem segurança à sua população.

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O segundo, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of  Future Past, EUA, 2014) traz uma perspectiva mais sombria para o futuro que aguarda a humanidade. O desenvolvimento de máquinas chamadas de Sentinelas proporcionou uma guerra diferente de tudo o que já foi visto. Primeiramente atacando os mutantes, essas máquinas se voltaram também para os humanos que carregavam o gene mutante para as futuras gerações. O resultado foi um massacre de proporções apocalípticas.

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Para evitar que isso aconteça, Wolverine (Hugh Jackman) é enviado para o ano de 1973 (mas só sua consciência) para encontrar o jovem professor Xavier (James McAvoy) – introduzido pelo diretor Mathew Vaugh em X-Men: First Class de 2011 -, e impedir um evento essencial para a rezolução desse conflito. Eles precisam impedir que os sentinelas, um projeto desenvolvido pelo Dr. Trask (Peter Dinklage, de Game of Thrones), seja levado adiante pelo governo de Richard Nixon. 

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Para isso, eles devem contar também com a ajuda de Magneto (interpretado por Ian McKellen no presente e Michael Fassbender no passado) que está preso pelo assassinato de John F. Kennedy. Sob a direção de Bryan Singer, que comandou os dois primeiros filmes da franquia, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido une os dois elencos, passado e presente, pela primeira vez com resultados mais do que empolgantes. Depois de uma série de tentativas fracassadas de reerguer a franquia, que incluiram os medíocres X-Men Origens: Wolverine X-Men First Class, os heróis dos quadrinhos voltaram no sombrio e violento Wolverine. 

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Mas, desde o primeiro filme da franquia, o elemento humano em X-Men nunca esteve tão presente. É fato que foi necessário o retorno do cineasta que estabeleceu a franquia no cinema para que isso desse certo. Days of Future Past tem o ritmo certo, o elenco certo e o diretor certo no comando. Também é fato que a princípio, o roteiro de Simon Kinberg à princípio parece preocupado somente em passar de uma sequência a outra, mas o filme fica melhor conforme se encaminha para o final e as consequências emocionais de seus personagens se tornam mais profundas.

Falar mais seria entrar em território de spoilers. X-Men: Days of Future Past é um filme que nutre a sensação de ser só um prelúdio para a próxima instância, Apocalypse, mas é um filme humano, que usa a ação para definir seus personagens. Isso sim é impressionante.

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